Passar para o Conteúdo Principal
 
Hoje
Hoje
Máx C
Mín C

logo pampilhosa

 

Lendas

A Lenda da Ponte da Covilhã

A Ponte da Covilhã é um local que está associado à demanda travada no século XIV, entre a Pampilhosa e a Covilhã. A contenda travada entre os dois concelhos teve o seu início em 1380 com anexação da Pampilhosa ao concelho da Covilhã, promovida por D. Fernando. Esta subjugação veio a ser anulada no reinado de D. João I que, em 10 de abril de 1385, confirmou à Pampilhosa os seus títulos de vila isenta com todas as jurisdições que havia tido até 1380. A Covilhã, não se conformando com tal decisão, tentou anular os privilégios confirmados por este documento. O conflito só veio a ter fim no reinado de D. Manuel, em 1499, com a confirmação da Carta de Privilégios emanada por D. João I.

Pela sua densidade histórica, este local sempre foi dado a lendas e mitos. Uma dessas lendas conta-nos que “Os homens do concelho da Covilhã quiseram reclamar a Pampilhosa pela lei da força, tentando apanhar a população da Pampilhosa desprevenida. Não conseguido tal desiderato, visto que não podiam alcançar os Paços do Concelho pela ponte do centro da vila sem serem vistos, decidiram durante a noite construir uma nova ponte, à entrada da vila.”

Sobre o sucedido existem duas versões. Uma versão diz que “Os da Covilhã ao passarem na ponte foram detidos pela intervenção de S. Sebastião, sendo posteriormente construída perto daquele local uma capela em sua homenagem”. Outra versão refere que “Um habitante ao voltar da horta encontrou movimentações e ao chegar à vila avisou o povo que os invasores estavam perto. Os habitantes ficaram em guarda correndo com os invasores quando estes tentavam entrar na vila de Pampilhosa”.  

Fonte: Emília Olivença Simões

A Lenda do Velho de Unhais

Numa pequena povoação chamada Unhais vivia um homem idoso e temente a Deus. Um dia foi à Missa à Covilhã, onde lamentou junto do Prior da Igreja de Santa Maria Maior a distância que tinha de percorrer para assistir ao Santo Sacrifício, pois na sua terra não havia Igreja.

O Prior prometeu-lhe a construção de um Templo na sua terra, se durante todo o ano conseguisse não faltar ali um só domingo à Missa.

Os domingos iam passando e o bom do velho lá estava presente. Chegou-se a dezembro e a sua constância levava o Prior a pensar a sério no que lhe havia prometido.

No último domingo daquele mês caíra um nevão e o velho tardava em aparecer. Acreditando que já não viria, o Prior disse: “Hoje é que o velho de Unhais não vem e não ganha a Igreja!”.

Terminadas estas palavras, o velho irrompeu inesperadamente pela Igreja e, sacudindo a capa que o abrigara da neve, disse com a voz rouca: “ O velho de Unhais já cá está!”.

Esta é a lenda do Velho de Unhais, que terá originado o nome de Unhais-o-Velho e que se diz ter sido elevada a sede de freguesia com a edificação da prometida Igreja.

Partilhar