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Personalidades

  • António Afonso

    António Afonso nasceu a 13 de agosto de 1914 em S. Sebastião da Feira, freguesia do concelho de Oliveira do Hospital. Terminados os seus estudos de medicina na Universidade de Coimbra, e após alguns anos a exercer profissão no Norte do país, o Dr. António Afonso chegou à Pampilhosa da Serra no início da década de 40 do século XX (1946/47) para ocupar a vaga de médico no Posto do Cabril. Anos mais tarde, veio a ocupar o cargo de médico municipal, na vila da Pampilhosa da Serra, sucedendo nestas funções o Dr. Luís Tomás Barateiro.

    No concelho conheceu a D. Helena Rama Barateiro, natural de Janeiro de Baixo, com quem casou e teve três filhos: Luís Fernando, Isabel Maria e António Eduardo. Em 1962, constrói no centro da vila aquela que ainda hoje é conhecida pela Casa do Dr. Afonso ou Casa Branca, onde viveu até à sua morte, em 30 de maio de 1972.

    A sua morte apanhou de surpresa todos os pampilhosenses que, ainda hoje, não esquecem o homem que durante 30 anos exerceu a sua profissão, muitas vezes em condições difíceis e adversas, pelos longos e penosos caminhos que percorria para chegar aos doentes espalhados pelas nossas aldeias, num verdadeiro espírito de missão.

    Como referia o jornal Correio da Serra, na sua edição de 15 de junho de 1972 “ A vida do Sr. Dr. António Afonso entre o povo da Serra foi ditada mais pelo coração do que pela razão ou pelo interesse”. Ontem como hoje a sua figura é recordada como o médico de todos os pampilhosenses, amigo dos pobres, e filho desta terra que o considera seu.

  • Artur Dias da Silva Nogueira

    Artur Dias da Silva Nogueira nasceu em Dornelas do Zêzere a 3 de Novembro de 1918. Filho do Prof. José Dias da Silva e da D. Maria Palmira de Jesus Nogueira foi o mais velho de cinco irmãos: Eurico (1923-2014), Arcebispo Primaz emérito de Braga; José Maria (n. 1928); Júlio (1921-1939) e Fernando (1925-1955).

    Concluiu o curso do Magistério Primário em 1937 (Lisboa) e o de Direito em 1944 (Coimbra). Em 1947 contrai matrimónio com a Dr.ª Maria Lídia Anes Roque Duarte (falecida em Junho de 1991), com quem teve cinco filhos: António Júlio (n. 1950), Maria Teresa (n. 1952), José Artur (n. 1954), Ana Maria (n. 1961) e Joaquim Eurico (n. 1965).

    Depois de ter cumprido o serviço militar, foi Delegado do Ministério Público em Vila Real de Santo António e Lamego. Posteriormente enveredou pela carreira diplomática, tendo servido o País no Ministério dos Negócios Estrangeiros como Adido em Paris na NATO; como Cônsul em Durban, Montreal, Caracas, Joanesburgo, Antuérpia e Hamburgo; como Encarregado de Negócios na Guatemala e como Embaixador na Zâmbia. Foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique e em 1983, ao completar 65 anos de idade, passou à situação de disponibilidade.

    A casa de Dornelas do Zêzere, construída no século XVIII pela família paterna, é o ponto de reunião da família, especialmente no período de verão.

  • Eurico Dias Nogueira

    Eurico Dias Nogueira nasceu em Dornelas do Zêzere a 06 de março de 1923, na moradia paterna denominada Casa da Amoreira. Foi o terceiro de cinco irmãos, todos rapazes, e filho de uma família respeitada. O pai era professor primário e a mãe irmã do pároco local. Eurico foi um aluno bem-sucedido nos estudos na Escola Primária de Dornelas do Zêzere, no Seminário de Coimbra, na Universidade Gregoriana de Roma e na Universidade de Coimbra.

    Entrou para o Seminário de Coimbra em 10 de abril de 1934, sendo ordenado sacerdote em 22 de dezembro de 1945. Obteve o doutoramento em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, a 3 de julho de 1948. A 5 de julho de 1955 obteve a licenciatura em Direito Civil pela Universidade de Coimbra e em 19 de março de 1956 foi nomeado Cónego Capitular da Sé de Coimbra.

    A 1 de março de 1963 passou a Diretor do Colégio de S. Teotónio em Coimbra. Foi ordenado Bispo em 6 de dezembro de 1964, tendo sido titular das Dioceses de Vila Cabral (Moçambique) em 10-07-1964 e de Sá da Bandeira (Angola) em 19-12-1972. Já nomeado bispo, foi convidado a participar no Concílio Vaticano II onde, com orgulho, referiu sempre ter votado de acordo com a sua consciência.

    Homem de espírito aberto, D. Eurico defendeu sempre com convicção os seus ideais, o que lhe valeu grandes problemas com o Regime do Estado Novo. Foi em Moçambique, enquanto bispo de Vila Cabral, que disputou as maiores batalhas com a PIDE. De Moçambique partiu em 1972 para Angola, onde esteve na Diocese de Sá da Bandeira com a postura de liberdade, dever e missão que o caracterizava.

    Após a Revolução de 1974, D. Eurico regressa à metrópole. De “persona non grata” passa a Primaz das Espanhas sendo nomeado, em 5 de novembro de 1977, Arcebispo de uma das Dioceses mais antigas e veneráveis da Península Ibérica: Braga. Aqui permaneceu até à sua resignação como Arcebispo Emérito de Braga, em 18 de agosto de 1999.

    No exercício do seu múnus foi agraciado com diversas distinções honoríficas, das quais destacamos apenas:

    • 1998: Comendador da Ordem Camoneana do Brasil
    • 1989: Grande Oficial da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém
    • 1990: – Doutor Honoris Causa pela Universidade do Minho
    • Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique
    • Comendador da Ordem Dinástica de N. Senhora da Conceição
    • Sócio da Academia Portuguesa de História
    • Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Braga
    • 1996: Grã-Cruz de Mérito da Ordem de Malta
    • 2005: Medalha de Mérito Municipal da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra
    • 2006: Entronizado Confrade de Honra da Real Confraria do Maranho – Pampilhosa da Serra.

    Voz irreverente, que nunca deixou de se fazer ouvir dentro e fora da Igreja, D. Eurico dedicou-se à escrita, publicando diversas obras e inúmeros artigos na imprensa regional e nacional, onde reservou sempre lugar de destaque para a sua terra Natal, sendo disso exemplo as obras “Desenvolvimento Regional e Fé Cristã” (1986) e “Momentos de uma Caminhada Existencial” (2002).

    Em 19 de maio de 2014, D. Eurico parte aos 91 anos, deixando um valioso legado e um exemplo de vida que a nós, pampilhosenses, muito nos orgulha.

  • Guilherme Filipe

    Guilherme Filipe nasceu em Fajão em 1897. Pintor reconhecido, estudou nas Escolas de Belas-Artes de Lisboa e de Madrid, tendo como patrono Cândido Sotto Mayor. Em Portugal foi discípulo de José Malhoa e em Espanha de Joaquín Sorolla.

    Em Madrid integrou uma exposição coletiva no Palácio das Artes, em 1918, com o quadro “Salomé”, que lhe valeu largos elogios da imprensa e do Rei de Espanha. Desta cidade parte para Toledo onde trabalhou com o caricaturista Luis Bagaria.

    Regressado a Portugal, instala-se em Coimbra onde pintou obras como “Cristo Negro”, “Aldeia da Beira”, “O Retrato do Poeta” (Miguel Torga de quem era amigo pessoal), entre outras. Aqui realizou a sua primeira exposição individual, em 1923, mudando-se de seguida para Lisboa e posteriormente para Paris. Da Cidade Luz volta a fixar-se em Madrid cerca de um ano. Regressa a Portugal definitivamente em 1932 dedicando-se, a par da pintura, a uma série de atividades culturais e políticas.

    Do seu percurso artístico destacam-se as suas exposições em Coimbra, Lisboa, Porto, Corunha, Vigo, Santander, Oviedo, Bilbau e Madrid, bem como algumas conferências e manifestos sobre arte e política.

  • José Acúrsio das Neves

    José Acúrsio das Neves nasceu em 1776 em Cavaleiros de Baixo, pequena aldeia pertencente nessa altura ao concelho de Fajão. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi colocado em 1795 como Juiz de Fora em Angra (Ilha Terceira, Açores). Aí ascendeu a Corregedor em 1799 e casou com Delfina Maria das Neves, viúva rica de um parente próximo. Regressou ao Continente em 1807 e em 1810 é nomeado Deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura e Navegações e da Real Fábrica de Sedas e Obras das Águas Livres, enquanto desempenhava, simultaneamente, o cargo de Desembargador da Relação do Porto. Em 1822 é deputado às Cortes Ordinárias. Opositor do Vintismo, passa uma vida atribulada desde 1820 até à sua morte.

    Historiador e pensador, é considerado um dos espíritos mais lúcidos da 1.ª metade do século XIX e uma das maiores figuras do pensamento económico português.

    Da sua vasta e variada obra destacam-se os seguintes títulos: “Memórias Sobre os Meios de Melhorar a Industria Portuguesa”; “História Geral da Invasão dos Franceses” (1811); “Noções Históricas Económicas e Administrativas” (1827) e “Considerações Políticas e Económicas sobre os Descobrimentos e Possessões dos Portugueses” (1830).

    A sua morte está ainda rodeada de algum mistério, pois foi encontrado morto ou assassinado num palheiro das vizinhanças de Sarzedo, concelho de Arganil, onde a família possuía casa e bens de raiz e onde se refugiou, fugindo à perseguição que lhe moviam os seus inimigos liberais.

  • José Fernando Nunes Barata

    José Fernando Nunes Barata nasceu a 1 de Setembro de 1927, na vila de Pampilhosa da Serra. Filho de José Augusto Nunes Barata, Tesoureiro da Fazenda Pública de Pampilhosa da Serra, e de Maria da Anunciação Lucas Barata, Professora Primária na Escola do Cabril, frequentou o Ensino Primário em Pampilhosa da Serra e o Ensino Secundário e Universitário na cidade de Coimbra. Em 1951 licenciou-se em Direito com distinção. Nesse mesmo ano é nomeado Conservador do Registo Civil Interino de Pampilhosa da Serra, passando a exercer as funções inerentes de Juiz do Julgado Municipal de Pampilhosa da Serra.

    Em 1952 completou a Pós-Graduação em Ciências Político-Económicas na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e a 18 de Outubro desse mesmo ano é nomeado Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Coimbra, cargo que desempenhou até 21 de Junho de 1957.

    Em 1957 editou, juntamente com Joaquim de Oliveira Lirio, a «Revista de Direito Administrativo», publicação trimestral, mantendo-se seu Diretor e Proprietário até 1971. Em 21 de Junho desse ano toma posse como Inspetor Administrativo do Ministério do Interior, suspendendo nesta data a sua inscrição na Ordem dos Advogados, por incompatibilidade funcional.

    Em 1958 iniciou o exercício de funções como Deputado da Assembleia Nacional, atividade que manteve em várias legislaturas, até 1974.
    Em 1959 é editada a Revista “Brotéria” da qual se manteve colaborador até à data da sua morte.

    Em 1966 é nomeado Diretor do Centro de Estudos do Grémio Nacional das Agências de Viagens e Turismo e em 1969 passa a desempenhar funções de Procurador da Câmara Corporativa, onde exerceu papel relevante na Legislação sobre Turismo em Portugal.

    Em 1970 realizou, como Inspetor Superior da Economia do Ultramar, várias viagens de trabalho a Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné e S. Tomé e Príncipe, sendo entretanto nomeado Agente-Geral do Ultramar, cargo que manteve até Abril de 1974.

    Em 1975 viaja para o Brasil, onde exerce, durante dois anos, as funções de professor Universitário Convidado nas Universidades Estatal e Particular (Colégio Moderno) de Belém do Pará.

    Em 1977 regressa a Lisboa para assumir as funções de Coordenador do Gabinete Jurídico-Económico da União de Associações da Indústria Hoteleira e Similares de Portugal, para que fora também convidado. Paralelamente, exerce a advocacia no seu escritório na cidade de Lisboa. Colabora ativamente em diversas obras, das quais se destaca a “Enciclopédia Pólis”. Na Imprensa Regional colabora com o “Jornal do Fundão” e “Comarca de Arganil”.

    Morre a 3 de Maio de 1998, encontrando-se sepultado no cemitério de Pampilhosa da Serra.

    Lega a sua biblioteca particular à Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, para que a coloque ao serviço da população. Desta biblioteca, composta por mais de 8000 volumes, destacam-se inúmeras obras, escritos, estudos e ensaios de que foi autor.

  • José Henriques da Cunha

    José Henriques da Cunha nasceu na vila de Pampilhosa da Serra a 25 de Novembro de 1923. Era filho de Jaime Henriques da Cunha e de D. Palmira da Conceição Nunes e Cunha. Tinha três irmãos: António Augusto Nunes da Cunha, alferes da aviação, Jaime Henriques Nunes e Cunha, Sacerdote e Secretário Diocesano da Catequese, e Basílio Henriques da Cunha, residente durante alguns anos em Nova Lisboa.

    Casou com Maria Alice Cortez e Cunha em 25 de Novembro de 1944, com quem teve três filhos: José, António e Carlos Manuel Cortez e Cunha. Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra em 29 de Julho de 1961, cargo que ocupou durante dois anos, até à sua morte em 17 de Agosto de 1964, precipitada por um acidente de viação ocorrido em 14 de Agosto, num passeio a caminho de Cambas, onde se dirigia com um grupo de amigos.

  • José Maria Alves Caetano

    José Maria Alves Caetano nasceu em Pessegueiro em 1863. Cedo emigrou para Lisboa, onde constituiria numerosa família e viria a falecer em 1946. Ficou ligado ao Colmeal (Góis) e ao Sobral Valado (Pampilhosa da Serra) pelo seu casamento em primeiras e segundas núpcias.

    Pioneiro do Regionalismo Serrano, e um dos seus mais lídimos e abnegados representantes, esteve na génese da criação de várias agremiações regionalistas na década de 30. Em 31 de Janeiro de 1931 fundou a "Gazeta das Serras", jornal que dirigiu a através do qual exerceu uma ação incansável em favor do seu concelho.

  • José Maria Cardoso

    José Maria Cardoso nasceu em Fajão a 3 de agosto de 1885 e faleceu em Lisboa no dia 3 de abril de 1959. Era filho do professor Augusto César de Oliveira Cardoso e de Martinha dos Santos Cardoso da Silva.

    Aprendeu as primeiras letras na sua terra natal: Fajão. Foi seminarista e licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em agosto de 1912. Exerceu advocacia em Coimbra, Figueira da Foz e Lousã. Foi vogal do Conselho Distrital de Coimbra, da Ordem dos Advogados. Exerceu funções de notário na Figueira da Foz entre 1916 a 1919, de inspetor do Notariado entre 1919 a 1943 e de notário em Lisboa, entre 1943 e 1955.

    Na sua atividade política de republicano convicto, contam-se as seguintes atividades: Deputado às Constituintes de 1911; Administrador do Concelho da Lousã em 1911; Governador Civil do Distrito de Coimbra em 1921; Presidente da Câmara Municipal da Lousã de 1926 a 1929; Vice-Presidente do Centro Republicano da Lousã em 1923 e Vogal da Junta Geral do Distrito em 1929.

    No foro jurídico teve ação relevante na reorganização dos serviços do Notariado e foi fundador e editor da Revista “Verbetes de Jurisprudência e Legislação Usual”. No âmbito regionalista foi Secretário-Geral de vários Congressos Beirões, tendo representado neles a Casa das Beiras e A Casa da Comarca de Arganil.

    No campo do jornalismo, foi fundador e proprietário do jornal “O Serrano”, Pampilhosa da Serra-Lousã (1909/1913). Foi colaborador do “Comércio da Lousã ” (1909/1915). Foi ainda fundador e Diretor de “ O Figueirense”, Figueira da Foz (1919); fundador e Diretor de “ O Jornal”, Coimbra (1921); redator de “ Alma Nova”, Lousã (1922/1939) e colaborador de “O Mirandense”, Miranda do Corvo (1923).

    No campo do ensino, foi um dos fundadores e Diretor da Cantina Escolar Correia de Seixas, na Lousã. Como Presidente de Câmara da Lousã, foi determinante a sua ação na construção e acabamentos de estabelecimentos de ensino na área concelhia. Foi Presidente da Direção do Grupo Amigos de Olivença. Fixado na vila da Lousã, em 1912, ali casou, tendo-se tornado um dos seus mais queridos filhos adotivos.

    As populações de Lousã, Castanheira de Pêra e Pampilhosa Serra, prestaram uma justa homenagem à sua memória em 18 de Junho de 1972, tendo sido descerrado um busto na vila da Lousã e, em plena Serra da Lousã, uma lápide com a sua efígie. Em Fajão, tem uma lápide na casa onde nasceu.

  • José Maria Henriques da Silva

    José Maria Henriques da Silva, também conhecido por José Maria Henriques de Matos, nasceu em 31 de Janeiro de 1851 na vila de Pampilhosa. Era filho de António Joaquim Alves da Silva, Sub-delegado do Procurador Régio, natural da mesma vila, e de Maria Henriques de Matos, de Casal de Cima - Alvares. Faleceu em 18 de Dezembro de 1944 no Couço - Coruche.

    Fez os seus estudos na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito em 1874. Foi Administrador do Concelho de Pampilhosa até 1882. Nesta data foi nomeado Conservador do Registo Predial de Benavente. A sua vida seguiu então um novo rumo. Fixou residência naquela vila ribatejana e dedicou-se à vida política, filiando-se no Partido Regenerador de João Franco, acompanhando-o na Dissidência. Foi eleito Presidente da Câmara de Benavente.

    Em 1886, casou com D. Maria Bernardina Ribeiro Telles, na localidade de Santo António do Couço, no concelho de Coruche, onde se instalou. Tiveram numerosa descendência. Após a Implantação da República, deixou os cargos que desempenhava em Benavente para se consagrar à agricultura, em cuja actividade obteve elevado prestígio tendo sido considerado o maior e mais próspero lavrador do concelho de Benavente.

    Foi um extraordinário benfeitor que utilizou muitos dos seus recursos em diversas obras de beneficência e jamais esqueceu a sua terra natal, Pampilhosa da Serra, acarinhando de forma especial a conferência de S. Vicente de Paulo, a Caixa Escolar e o Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense.

  • Marcelo José das Neves Caetano

    Marcelo José das Neves Caetano nasceu em Lisboa em 1906. Filho de José Maria Alves Caetano, de Pessegueiro (Pampilhosa da Serra), e de D. Maria das Neves, do Colmeal (Góis), herdou do pai o amor à terra dos seus antepassados. Foi Regionalista de coração e amigo das gentes da Beira-Serra.

    Inteligência brilhante, o Professor Doutor Marcelo Caetano foi um dos maiores mestres portugueses de Direito, grande investigador, historiador e doutrinador. Foi reitor da Universidade de Lisboa e legou uma obra vasta e profunda de índole jurídica, sendo justamente considerado um dos maiores publicistas do seu tempo, a nível nacional e internacional.

    Como político, ocupou os mais altos cargos do Estado Novo, vindo a exercer as funções de Presidente do Conselho após a morte de Salazar. A Revolução de 25 de Abril de 1974 exilou-o no Brasil, onde morreu em 1980, estando sepultado no Rio de Janeiro, por sua livre e expressa vontade.

  • Maria Virgínia Martins Antunes

    Maria Virgínia Martins Antunes, natural de Dornelas do Zêzere, foi professora do Ensino Primário, lecionando na sua terra natal de 1970 até à aposentação, em 1992.

    Na vida política desempenhou cargos importantes, tendo ocupado na Junta de Freguesia de Dornelas do Zêzere o lugar de Secretária e de Presidente. Foi deputada durante vários anos na Assembleia Municipal.

    Na vida social realizou um papel de inigualável valor, dedicando a maior parte do seu tempo ao projeto que abraçou com orgulho - a Associação de Solidariedade Social de Dornelas do Zêzere - da qual foi fundadora e onde assumiu o lugar de Presidente da Direção até à sua morte, em 30 de Abril de 2006.

  • Monsenhor Augusto Nunes Pereira

    Augusto Nunes Pereira nasceu a 9 de Dezembro de 1906 na Mata, freguesia de Fajão, concelho de Pampilhosa da Serra. Foi o segundo de quatro filhos. Seu Pai, escultor santeiro, faleceu quando Augusto tinha apenas 9 anos, herdando dele o jeito para as artes e o conjunto de ferramentas com as quais iniciou a sua aprendizagem manual: plainas, serras, formões, goivas e o mais da arte.

    Em 1919 entrou no Seminário de Coimbra, tendo sido ordenado sacerdote, em 28 de Julho de 1929. Entre Outubro de 1929 e 1935 foi nomeado Reitor da Freguesia de Santa Maria de Alcáçova, Montemor-o-Velho. De 1935 a 1952, foi pároco de Coja e de 1952 a 1980 foi pároco de São Bartolomeu, Coimbra.

    Na Diocese de Coimbra foi ainda Vigário Geral, cerca de quatro anos, com o Bispo D. João Saraiva e D. João Alves. De 1952 a 1974 foi redator do "Correio de Coimbra", tendo realizado "muitas dezenas" de gravuras para este jornal. A partir de 1958, após viagens a Paris, Itália, Alemanha e Holanda, dedicou-se à aguarela. Desenhava com rapidez à pena, esculpia, pintava e, dados os seus conhecimentos na área da madeira, aprendeu numa única tarde a técnica da gravura em metal com José Contente. Dominava igualmente a técnica do vitral, tendo executado o seu primeiro trabalho na capela da Casa de Saúde de Santa Filomena, em Coimbra, seguindo-lhe outros em Vila de Rei, na Capela de Montalto em Arganil, nas Igrejas de Santa Maria de Celorico da Beira, Manteigas, Fajão, Ponte do Sótão (Góis), Ponte da Barca, Cardigos, Guarda-Gare, Paleão (Soure), Carnide (Pombal), etc.

  • Urbano Duarte

    Urbano Duarte nasceu em 1917 na aldeia de Pescanseco do Meio, Concelho de Pampilhosa da Serra. Figura de relevo na Igreja Católica Portuguesa, no ensino e na vida coimbrã, Urbano Duarte foi padre, professor e jornalista.

    Destacou-se no jornalismo pelas suas inúmeras crónicas redigidas entre 1971 e 1980 no jornal “Correio de Coimbra”, reunidas no livro ““Urbano Duarte: Crónicas dos Anos Quentes”, da autoria de Mário Martins. Foi durante 27 anos diretor deste semanário diocesano.

    O Cónego Urbano Duarte faleceu em 1980, na cidade de Coimbra. Treze anos após a sua morte, Urbano Duarte foi tornado Grande Oficial da Ordem de Mérito, comenda atribuída pelo Dr. Mário Soares, no dia 10 de junho de 1993.

     

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