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Património Arqueológico

O Concelho de Pampilhosa da Serra apresenta, do ponto de vista histórico e arqueológico, uma riqueza singular e insuspeitada.

A sua localização central, a sua importante rede hidrográfica e as características geológicas das suas magníficas serras, tornaram este espaço privilegiado para passagem e fixação de populações humanas durante milénios, com especial destaque para alguns períodos cronológicos.

Efetivamente, os trabalhos arqueológicos levados a cabo nos últimos anos vieram a destacar a importância da região durante a pré-história recente, com identificação de cerca de centena e meia de monumentos funerários.

Trata-se de tumuli ou mamoas, de fraca expressão monumental, situados em cabeços destacados. Caracterizam-se por apresentarem forma circular ou elíptica, na maioria construídos com pedras irregulares de quartzo branco leitoso, talvez para maior impacto visual. Localizam-se em ambiente montanhoso, na proximidade de cursos de água e da expressiva arte rupestre.

Esta, identificada no designado Alto Concelho, assume também características únicas e representa algumas das mais originais formas de interpretação do sagrado e do religioso por parte destes artistas, nossos antepassados.

Mais tarde, deslocando-se nas rotas milenares estabelecidas entre os cumes acidentados, viriam, ao longo dos tempos, outras populações a fixar-se no concelho e a explorar os ricos filões de metais como o chumbo, o estanho, o ferro e principalmente o ouro, identificado em minas mas também em aluviões de rios como o Rio Zêzere, o Ceira ou o Unhais.

Destas rotas e estadias sobram hoje os vestígios da passagem do homem, quer na arte, quer nos monumentos, nos artefactos ou nos trilhos fósseis que marcam a paisagem.

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